Não é porque bebo bem que estava esperando ansiosamente por este passeio, mas sim porque sempre quis ver uma vinícola de perto.
E vou te dizer, superou as minhas expectativas. Aprendi muita coisa que não sabia, como por exemplo que o vinho branco é feito só com o suco das uvas sem a casca. E que vinho é pra comer com o quê, etc etc etc.
As degustações também foram bem legais e instrutivas. Mas todo vinho fabricado em Mendoza é seco. Portanto, aqueles que não gostam, nem se animem. Eu que gosto dos dois (seco e de mesa) adorei!!! Um vinho melhor que o outro.
Tivemos também uma passagem por uma fábrica de azeite de oliva extra virgem. Tipo xiquérrimo e delicioso. A degustação é com paezinho e tinha até um com tomate seco. Nhami!!!
Depois disso, janta, cama e banho. Vale ressaltar que pela primeira vez cozinhei na viagem toda e foi uma aventura. Hahahahaha... Mais detalhes em uma outra postagem. Não vamos estragar o momento!!!
A viagem pra Mendoza foi bem gostosa.
Primeiro rolou um filminho acompanhando da merienda da noite. Um cardápio bem recheado: dois sanduiches de queijo com presunto, um rocambole salgado e um doce, um enroladinho de queijo e outro de presunto, além de um suco de laranja e um copo de Pepsi.
Ok, muita coisa. Só comi metade e ainda guardei umas coisas pra mais tarde como o suco (que era de caixinha) e um rocambole salgado.
O filme era argentino. Portanto, não entendi muita coisa. E vale ressaltar que o roteiro era meio doido. Mas valeu pra dar aquele soninho. Só acordei de manhã para o café com leche e um alfajor. Ô delícia. E olha que eu nem gosto muito de doce.
Chegando em Mendoza, agenda lotada.
Visita às vinícolas às 14h. Foi o tempo de arrumar minhas coisas, sair pra andar por algumas horinhas na cidade, ligar pra casa, falar com o more no msn, comprar um sanduíche no Subway e um suco em um Kiosco (como eles chamam as vendinhas por aqui).
Comi rapidinho no hostel e rumo às vinícolas. Isso merece um post à parte...
Córdoba é linda e jovem. Estudantes estão por todos os lados, com seus livros ou tirando cópias de algum texto. Nisso não difere muito de São Paulo. Mas Córdoba tem um diferencial básico, os uniformes. Me senti dentro de um episódio de Rebeldes!!! Todos aqueles jovens de saia plissada, terninho e gravata. Jesus, quase ri sozinha na rua.
Raphaela não estranhou, segundo ela na Suiça é mais ou menos assim. Que ótimo!
As igrejas são lindas, principalmente a que fica na Plaza San Martim. Lindas por dentro e por fora, vale ressaltar.
O Parque Sarmiento, com os seus roseirais, também não fica atrás quando o assunt é beleza. Assim como os vários monumentos espalhados pela cidade e os museus. No de Arte Moderna tinha um tipo de projeto exposto do lado de fora, sobre a água. Belíssimo com o soprar do vento.
Almoçamos no Shopping Parque Holmos, que olhando de fora parece uma universidade antiga. Comi o tão famoso bife de chorizo com ensaladas. Delicioso!!! E depois tomamos café no Il Chaco. Um ambiente agradável e relaxante.
Na sequencia, banho e malas. Correria pra rodoviária e o ônibus para Mendoza. Vinícolas e o Aconcágua me esperam!!!
Para chegar a Córdoba foi uma loucura. A viagem demorou um pouco mais de sete horas e com isso acabei perdendo um dia. Tive então que cancelar o passeio de trem, infelizmente.
Mas vamos por partes, primeiro preciso falar da Raphaela, um suiça que conheci em Rosário e que resolveu ir comigo pra Córdoba. Resolveu é modo de falar, ela já ia, só combinamos de ir juntas.
Ela está em uma super viagem: um ano viajando pela América Latina. Raphaela já passou por Equador, Peru, Chile e Brasil. Agora está na Argentina e ainda pretende ir as Guianas.
Ela fala, além do alemão, sua língua natal, o inglês e o espanhol. Assim conseguimos nos comunicar.
Voltando a chegada a Córdoba, como já era meio tarde para passeios turísticos fomos comer algo. Rachamos uma porção sortida de empanadas e uma garrafa de vinho argentino. Em seguida, ela insistiu em me apresentar o Fernet. Não me pergunte o que é, eu não entendi. Mas poderia dizer que é um tipo de cachaça que se toma com coca. Só que o gosto não se parece com nada que eu já tenha visto no Brasil.
Depois da experiência, voltamos pro hostel. O objetivo era dormir o máximo possível pra aproveitar a sexta, que seria bem corrida.
Depois fui andando até o Parque España, que fica do ladinho do monumento. Aquilo sim é que é vida, não é à toa que dizem que Rosário é a melhor cidade para se viver. Crianças, cachorros, patins. Tipo assim: primeiro mundo!
Depois fui ao Parque de la Independencia. Xique no urtimo, eu diria. Carrinho de algodão doce e pipoca, pedalinho, banquinhos... Só não gostei dos pombos. Putz, lá tem mais pombos do que a Plaza de Mayo em Buenos Aires. E um ainda cagou no meu braço!!!
Depois disso voltei pro hostel, mais xixi. E finalizei o dia. Amanhã, Córdoba!!!
É feriado na Argentina. Hoje é dia do Censo Argentino. Ok, ainda não entendi o processo muito bem, mas hoje há muitos, muitos mesmo, pesquisadores nas ruas entrando de casa em casa para fazer as famosas perguntas do censo.Não sou argentina, então coloquei meu despertador para mais tarde a fim de descansar um pouco. E não é que às 8h30 daqui, 9h30 aí, me acordam pra responder o censo????
Siimmm, turista responde o censo. OK, foram menos de cinco minutos. Umas cinco perguntas, mas aê que doidera, meu irmão. Eu no maior sono, sem escovar os dentes, respondendo umas perguntas que me faziam em espanhol. Juro até agora que estava sonhando!!!

Em seguida voltei pra cama, dormi mais uma hora, acordei, tomei um bom café, olhei pra televisão e Néstor Kirchner morreu. Como é???, pensei.
Nunca havia saìdo do Brasil antes e o cara morre bem quando estou no país dele???
Senti um misto de surpresa e decepçãao: é que me deu vontade de voltar pra Buenos Aires pra ver a comoção na frente da Casa Rosada.
Enfim, isso tudo foi antes das 10h30 aqui... ou seja, eu ainda tinha o dia inteiro.
As pessoas em suas casas juntam seus saquinhos e colocam dentro da latona, que o lixeiro vem e esvazia. Bacana, né?
Já no Brasil ainda nos deparamos com os benditos saquinhos em horários errados na rua, que com a chuva entopem os bueiros e provocam os já conhecidos alagamentos.
Bem que a Prefeitura podia tomar o exemplo argentino e uruguaio e fazer alguns investimentos!!!
Mas ressalto que nas grandes cidades as pessoas jogam mesmo os papéis no chão. Vi mais em Buenos Aires do que em Montevideo, mas vi. Ja nas cidades menores como Punta del Este ou aqui em Rosário, nota 1000 pra galera. Respeito total ao meio ambiente!





